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Osteoporose e Osteopenia: quando os ossos pedem atenção

26 de mar.
3 min de leitura

Osteoporose é definida como uma doença caracterizada por baixa massa óssea e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, levando ao aumento da fragilidade e risco de fraturas. O diagnóstico é feito por densitometria óssea (DXA), sendo considerado osteoporose um T-score ≤ –2,5 em coluna lombar, fêmur proximal ou rádio distal, ou pela presença de fratura por fragilidade, independentemente do T-score.


Osteopenia é definida como T-score entre –1,0 e –2,49, representando massa óssea abaixo do normal, mas não suficiente para o diagnóstico de osteoporose.


osso com osteoporose

Sintomas:

Os sintomas da osteoporose e da osteopenia são ausentes até a ocorrência de fraturas, sendo que dor, perda de altura, cifose e limitação funcional podem surgir após fraturas vertebrais ou de outros ossos típicos da doença.


Fisiopatologia:

A fisiopatologia envolve desequilíbrio entre formação e reabsorção óssea, predominando a reabsorção, especialmente após a menopausa ou em idosos, além de fatores secundários como uso de glicocorticoides, doenças endócrinas e inflamatórias.

Os principais fatores de risco incluem idade avançada, sexo feminino, história de fratura, baixo peso corporal, tabagismo, consumo excessivo de álcool e uso de medicamentos que afetam o metabolismo ósseo.


Diagnóstico:

O diagnóstico segue as recomendações da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e do Ministério da Saúde, que indicam DXA para mulheres ≥65 anos, homens ≥70 anos, ou mais jovens com fatores de risco. A avaliação laboratorial é indicada para excluir causas secundárias.


Tratamento:

O tratamento da osteoporose inclui medidas não farmacológicas (atividade física, dieta rica em cálcio, exposição solar, cessação de tabagismo e álcool) e farmacológicas. Os medicamentos de primeira linha são bisfosfonatos (alendronato, risedronato, ácido zoledrônico), denosumabe e, em casos de alto risco, agentes anabólicos como teriparatida. Romosozumab também tem sido empregado em casos selecionados.


medico apontando para escultura de coluna

A suplementação de cálcio (1000–1200 mg/dia) e vitamina D (600–800 UI/dia) é recomendada, preferencialmente por dieta, com suplementação individualizada.


Para osteopenia, o tratamento farmacológico é indicado apenas em pacientes com alto risco de fratura, conforme cálculo pelo FRAX ou presença de fratura prévia.


A adesão ao tratamento e a prevenção de quedas são fundamentais para reduzir o risco de novas fraturas.



Cuidar dos ossos é possível em qualquer fase da vida. Com o diagnóstico certo e o tratamento adequado, é possível reduzir o risco de fraturas e manter a qualidade de vida. Procure um especialista e dê o primeiro passo.


Referências:

1. BACCARO, L. F.; CONDE, D. M.; COSTA-PAIVA, L.; PINTO-NETO, A. M. The epidemiology and management of postmenopausal osteoporosis: a viewpoint from Brazil. Clinical Interventions in Aging, v. 10, p. 583–591, 2015. DOI: 10.2147/CIA.S54614.

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6. EBELING, P. R.; NGUYEN, H. H.; ALEKSOVA, J.; et al. Secondary osteoporosis. Endocrine Reviews, v. 43, n. 2, p. 240–313, 2022. DOI: 10.1210/endrev/bnab028.

7. MORIN, S. N.; LESLIE, W. D.; SCHOUSBOE, J. T. Osteoporosis. JAMA, 2025. DOI: 10.1001/jama.2025.6003.



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