Osteoporose e Osteopenia: quando os ossos pedem atenção
Osteoporose é definida como uma doença caracterizada por baixa massa óssea e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, levando ao aumento da fragilidade e risco de fraturas. O diagnóstico é feito por densitometria óssea (DXA), sendo considerado osteoporose um T-score ≤ –2,5 em coluna lombar, fêmur proximal ou rádio distal, ou pela presença de fratura por fragilidade, independentemente do T-score.
Osteopenia é definida como T-score entre –1,0 e –2,49, representando massa óssea abaixo do normal, mas não suficiente para o diagnóstico de osteoporose.

Sintomas:
Os sintomas da osteoporose e da osteopenia são ausentes até a ocorrência de fraturas, sendo que dor, perda de altura, cifose e limitação funcional podem surgir após fraturas vertebrais ou de outros ossos típicos da doença.
Fisiopatologia:
A fisiopatologia envolve desequilíbrio entre formação e reabsorção óssea, predominando a reabsorção, especialmente após a menopausa ou em idosos, além de fatores secundários como uso de glicocorticoides, doenças endócrinas e inflamatórias.
Os principais fatores de risco incluem idade avançada, sexo feminino, história de fratura, baixo peso corporal, tabagismo, consumo excessivo de álcool e uso de medicamentos que afetam o metabolismo ósseo.
Diagnóstico:
O diagnóstico segue as recomendações da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e do Ministério da Saúde, que indicam DXA para mulheres ≥65 anos, homens ≥70 anos, ou mais jovens com fatores de risco. A avaliação laboratorial é indicada para excluir causas secundárias.
Tratamento:
O tratamento da osteoporose inclui medidas não farmacológicas (atividade física, dieta rica em cálcio, exposição solar, cessação de tabagismo e álcool) e farmacológicas. Os medicamentos de primeira linha são bisfosfonatos (alendronato, risedronato, ácido zoledrônico), denosumabe e, em casos de alto risco, agentes anabólicos como teriparatida. Romosozumab também tem sido empregado em casos selecionados.

A suplementação de cálcio (1000–1200 mg/dia) e vitamina D (600–800 UI/dia) é recomendada, preferencialmente por dieta, com suplementação individualizada.
Para osteopenia, o tratamento farmacológico é indicado apenas em pacientes com alto risco de fratura, conforme cálculo pelo FRAX ou presença de fratura prévia.
A adesão ao tratamento e a prevenção de quedas são fundamentais para reduzir o risco de novas fraturas.
Cuidar dos ossos é possível em qualquer fase da vida. Com o diagnóstico certo e o tratamento adequado, é possível reduzir o risco de fraturas e manter a qualidade de vida. Procure um especialista e dê o primeiro passo.
Referências:
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